quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Luz(es)

Até aos 18 anos, sempre dormi de luz acesa. A escuridão completa é algo que me incomoda, até aos dias de hoje. Contudo, adoro ambientes escuros com pequenas luzes... Podem ser velas, podem ser luzinhas de presença, podem ser faróis, pode ser a lua. A luz no meio do breu traz-me esperança e tranquilidade. Sempre me achei Luz na escuridão dos Outros. Hoje em dia, já não sei se o sou, ou onde perdi a intensidade. A minha Luz é alimentada de Amor, Amizade e Lealdade... E sinto-me tão longe das minhas Pessoas-Luz. Procuro alimento e encontro muito pouco do que procuro, ou então a fome é maior. Já fui feita de conforto e regaços abertos. Já fui feita de sorrisos fáceis e abraços calorosos. Já fui feita de palavras que embalam e confortam. Já fui feita de coragem e sonhos bonitos. Já dei tudo de mim para iluminar quem precisa. Já me queimei com a minha própria Luz, por dentro, intensamente. Já fui menos sábia também. Vendo bem, a minha Luz não desaparece. As pessoas-Luz nunca desaparecem... Só ficam no escuro, à espera de alimento para iluminarem. No fundo as Pessoas Luz só são Luz porque têm Luz à sua volta... Uma cadeia sem fim de Amor e esperança que existe, a maior parte das vezes nos dias mais escuros. Quanto maior a escuridão, maior o brilho da Luz. Sim, é isto que quero Ser. Talvez não Hoje, mas Amanhã com toda a certeza.